em são paulo
fundo do poço,
de thiago barbalho

no rio de janeiro
a eternidade dos dias,
de luiz otávio oliani

em belo horizonte
arquivo impresso,
de paulo bruscky

batalha dos anjos,
de gilson pinheiro

[Escrito
por
Silvana
às
10h48
] [envie
este texto]
no rio de janeiro
manoamano,
com mano melo & cristina bethencourt

pesquisa e arquivo, poesia e periódicos
maria lucia de barros camargo

em recife
palestras de
antônio campos

[Escrito
por
Silvana
às
07h13
] [envie
este texto]
em belo horizonte
serra do curral,
de luís giffoni

no rio de janeiro
estação das letras: páginas da vida real
ana letícia leal & márcia cristina silva

www.estacaodasletras.com.br
em são paulo
mesmo nos momentos mais silenciosos
gabriel felsberg | fotografias

[Escrito
por
Silvana
às
08h42
] [envie
este texto]
em belo horizonte
terças poéticas
frederico spada silva
[homenagem às poéticas de juiz de fora]

em curitiba
o alvoroço das bestas dos pinheirais,
com luiz felipe leprevost

em salvador
don solidon,
de hélio pólvora

em londrina
hit the road jack,
de felipe pauluk

[Escrito
por
Silvana
às
11h50
] [envie
este texto]
em diamantina
grande sertão veredas: joão guimarães rosa
apresentação roberto amaral

no rio de janeiro
a construção da paisagem,
de christiane angelotti & rodrigo
novaes de almeida

em são paulo
a voz do ventríloquo,
de ademir assunção

em recife
a sociologia reconstruída, de abdias
moura & é lenta a palavra tempo,
de walter cabral de moura

em belo horizonte
poesia scrap: exposição,
de antônio carlos dayrell

em curitiba
o apartamento
um filme de elisandro dalcin

[Escrito
por
Silvana
às
10h31
] [envie
este texto]
[Escrito
por
Silvana
às
19h45
] [envie
este texto]
no rio de janeiro
estação das letras:
sábado da criança

cesar cardoso | divulgação
O primeiro sábado do mês foi escolhido como o Sábado da Criança na Estação das Letras. Com entrada gratuita, muita pipoca e brincadeiras, o público infantil vai participar de encontros com autores, sorteio de livros, contação de histórias, oficinas de arte e, claro, troca de livros, prática cultivada pela Estação há mais de uma década com o seu já famoso Livros na Mesa.
Para abrir os trabalhos, às 15 h, o poeta, fotógrafo e escritor Cesar Cardoso lança seu livro infantil O que é que não é?, já selecionado para o Programa Nacional de Biblioteca e que chegará em breve às bibliotecas públicas do país.
A Estação fica na Marquês de Abrantes, 177, no Flamengo.
cursos de maio
estação das letras

Maio está chegando e a Estação das Letras abre sua programação do mês logo na segunda-feira, dia 7. Nomes muito queridos, como o de João Cézar de Castro Rocha, Ramon Mello e José Murilo de Carvalho, fazem parte dos cursos e das oficinas que vão da leitura escritor; formas narrativas, passando por oficina de memórias; texto jornalístico; oficinas de revisão; literatura infantil, conto; e história e literatrura. As aulas acontecem em horários variados, na sede da Estação (Rua Marquês de Abrantes, 177, no Flamengo). Clique aqui e veja a programação completa.
[Escrito
por
Silvana
às
08h05
] [envie
este texto]
em são paulo
desaforismos,
de flávio viegas amoreira

Com lançamento na Pinacoteca Benedito Calixto, em 05 de maio, de 17 às 20 h, pela Edições Caiçaras, Flávio Viegas Amoreira mostra sua face oscarwildeana e nos brinda com seus "desaforismos".
Pescados no mar bravio do facebook, seus aforismos nos levam à boa companhia das mentes ágeis e irrequietas que fazem da literatura uma ponte entre o desencanto e a salvação para quem sabe e sente em demasia, ou como diria Flávio: "Amo demais, percebo demais o mundo e as pessoas, sinto uma melancolia que adoço com vinho de sempre..."
Tamanho lirismo, contundência e profundidade carregam seus "desaforismos" que nos sementeiam em cheio a razão oceânica através de um olhar que devassa a condição humana. Capaz de levar-nos do riso à perplexidade, Flávio Viegas Amoreira nos surpreende com seus comentários refinados, sua erudição verborrágica e seu coração atlântico.
Nesse livro, vemos o humano, o demasiado humano e o além do homem se transbordando em vastos pensamentos através da arte que o personifica tão bem — a literatura muitas vezes fragmentada, reinventada, deglutida, gritada e sussurrada pelos corredores da criação: "Criar é resistir".
Dono de uma personalidade amada por uns e odiada por outros, consequência natural de uma obra repleta de peculiaridades, Flávio é capaz de nos enternecer, fazer pensar, sorrir e principalmente, questionar o stato quo vigente: "Somos mentiras sordidamente urdidas com esmero de artesão, nunca saímos de nada pensando transitar no que chamamos vida". Por outro lado, é capaz de aceitar e entender como ninguém a profundidade abissal do sentimento: "Perder um amor não é nada perto de perder a vontade de sonhar novos amores..."
Assim, pouco a pouco, vamos conhecendo Flávio Viegas Amoreira, suas nuances, opiniões sobre a vida, a arte, o cinema, os grandes pensadores, sua referências artísticas, sonhos, uma verdadeira máquina de emoções disparando ao gosto da vida. O livrro acompanha, à guisa de pequenos prefácios, declarações de diversos artistas sobre Amoreira, tais como Gilberto Mendes, Edson Amancio, Marcelo Ariel, Wagner Parra, Guhga Benício, Madô Martins, Regis Bonvicino, Alessandro Atanes, Leopoldo Pachco, Euler Santi, Marcos Piffer, Domingos Meira, Talles Machado Horta, Luiz Afonso Costa de Medeiros, Fabricio Lopez e Cláudio Nigro.
Uma obra que certamente marcará a memória do leitor: "Procuro salvar minha solidão na companhia daqueles que a enriqueçam, do fato de ser sozinho de modo mais consciente que os demais que pensam-se acompanhados."
"Vida é fazer ponte... Lançar pontes a outras almas..."
Sobre Flávio Viegas Amoreira
Escritor, crítico literário e jornalista; já lançou dez livros entre poesia, contos e romance; colabora com diversos jornais, revistas literárias e sites especializados em Arte. Faz parte da denominada "Geração Zero Zero", autores de vanguarda surgidos no começo do século. Foi traduzido e adotado por universidades européias e norte-americanas. Fundador com Gilberto Mendes do "Fórum Santos Cultural", de resgate das tradições de vanguarda e cultura do Litoral Paulista e do "sentimento atlântico do mundo".
Sobre a Edições Caiçaras
A Edições Caiçaras é uma pequena editora independente artesanal inspirada nas cartoneras da América Latina, principalmente na Sereia Cantadora de Santos e na Dulcinéia Catadora de São Paulo. Nasceu da dificuldade homérica e labiríntica em publicar em uma editora convencional. É uma forma de reavivar o ideal punk do "faça você mesmo", incentivando a autogestão e o uso da habilidade manual, algo que está se perdendo em nossa sociedade tecnocrata. Para a filosofia da Edições Caiçaras, mais do que um caráter social, interessa ousar na forma e no conteúdo. Na forma é um aprimoramento das técnicas das cartoneras — os livros são feitos com capa dura, costurados com sisal e presos com detalhes em bambu, e no conteúdo, priorizamos um diálogo profundo com a Internet e com as literaturas locais do Brasil.
desconcertos de poesia na galeria
org. claudinei vieira

poemas à flor da pele

yoga:
bombay yoga club

[Escrito
por
Silvana
às
08h00
] [envie
este texto]
no rio de janeiro
livros na mesa
estação das letras

em são paulo
no parque

de bom jesus a milagres
o sertão da bahia e a realidade inventada,
de claudio edinger

[Escrito
por
Silvana
às
09h57
] [envie
este texto]
alberto da cunha melo
[ 08/04/1942 - 13/10/2007 ]:
7 0 a n o s !

[em imagem original de urbanartcore.eu]
AS SAIAS DA VIDA
Adiar a morte, adiá-la
até que realmente se torne
a solução do último soro,
o último parente a chegar.
Refugiar-se nos balões
de oxigênio, e utilizar-se
dos ventos antes odiados,
da vida em válvulas refeita.
Neste lugar tão afastado,
o silêncio foi dividido
em metros cúbicos de sono,
em centenas de salas mortas.
O desencanto de fazer
certas coisas diante das moças,
que assumiram todo o governo
de seu corpo, enquanto dormia.
Diz velho poema: "Amanhã
tudo mudará". Mudarás
até de deus se for preciso,
para só morrer amanhã.
[Escrito
por
Silvana
às
00h00
] [envie
este texto]
CARTAZ DE PUBLICIDADE
Tudo nos olhos: o que o mundo
sabe de mim e o que sei dele.
Em público, fechar os olhos,
para ser julgado no escuro.
As guitarras substituem
os tambores de execução.
Tocam tão alto: a consciência
já não pode ser escutada.
Um pequeno rosto não cobre
a paisagem enorme existente
atrás de cada condenado,
mas quem o olhará na paisagem?
O rosto encheu a sala inteira,
encheu a cidade, cobriu
os edifícios, e no chão
é mijado pelas crianças.
Muitos o viram lá nas cestas
dos sanitários coletivos,
nos longos muros dos presídios,
e passou boiando no rio.
INFLUÊNCIA DAS VOZES
Nunca fiz um poema limpo
como o avental de minha mãe:
sempre os outros e o pó dos Outros
puseram em mim sua presença.
Como na infância, há sempre um vulto
emergido de algum silêncio.
Para ajudar-me a escrever,
vem segurar na minha mão.
Mas rasgo tudo, rasgo o que amo
e vejo tudo realizado
nas outras mãos, enquanto fico
desconfiado de minha força.
Às vezes mostro a meus amigos
estas flores, peço-lhes água.
eles sorriem, são meus amigos,
mas também estão no deserto.
Já não preciso ser autêntico:
sobre uma só realidade
eis-me na terra como os outros,
sou os outros, e morro só.
[De Poemas Anteriores. Recife: Bagaço, 1989]
Em Alberto da Cunha Melo há uma dor no poema, há uma carta, uma comunicação para os outros, quaisquer outros; nele a poesia existe como "um para sempre". Joaquim Cardozo, in Agenda Poética do Recife, organizada por Cyl Gallindo, 1968, p.14.

[em imagem original de lhl]
http://www.albertocmelo.com
alberto da cunha melo poesia para sempre
[com o afeto, a admiração e a saudade de mariza lourenço e silvana guimarães, editoras]
[Escrito
por
Silvana
às
00h00
] [envie
este texto]