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Zero a Sem - Haicais Chineses, de Ricardo Portugal

O Silêncio como Contorno da Mão, por Elaine Pauvolid

Poesia Completa de Yu Xuanji

Aprendizagens & Linhas Para Minha Mãe, de Vicentônio Regis Nascimento Silva

O Professor de Piano, de Rinaldo de Fernandes

O Adversário, de Maurício Limeira

O Fantasma do Mare Dei, de George dos Santos Pacheco

Apanhando a lua..., de Rosane Villela

Leão Lírico, de Elaine Pauvolid

Campo de Trigo com Corvos, de Silas Corrêa Leite

Certas Canções, de Marcelo Semer

As Mulheres Gozam pelo Ouvido, de Sylvio Back

Meu nome agora é Jaque, de Eltânia André

O sal das rosas, de Bárbara Lia

Portão de ferro, de Raquel Naveira

Noir, de Bárbara Lia

No coração da boca, de Vera Lúcia de Oliveira

O novo cinema iraniano — arte e intervenção social, Alessandra Meleiro

COYOTE: o 14º uivo

Oroboro - revista de poesia e arte - n.° 7

Transroca: o navio proibido, de Rodrigo Capella

Em queda livre, de Márcia Maia

Literatura e Ceticismo, Gustavo Bernardo (Org.)

Reportagem: a arte da investigação, de Maria Cecília Guirado

Crime Feito em Casa, Flávio Moreira da Costa (Org.)

Do lado de fora, Carola Saavedra

Rebelião na Zona Fantasma, CD de Ademir Assunção

O amor que move o sol e outras estrelas, Joyce Cavalccante (Org.)

Como mimar seu cão, Rodrigo Capella

Poesia Reunida, Ensaios Escolhidos, de Ivan Junqueira

Profanação, de Ruy Fabiano

Inescritos, de Luci Collin

Outro Sol, de Júlio Polidoro

Sibila — Revista de Poesia e Cultura

Natália, de Jussara Salazar

Óbvio, de Moacir Amâncio

Nômada, de Rodrigo Garcia Lopes

Cruzeiros do Sul, por Urda Alice Klueger

Sob a Luz do Farol, de Viegas Fernandes da Costa

Santo Reis da Luz Divina, de Marco Aurélio Cremasco

O Sangue dos Dias Transparentes, de Paulo Franchetti

Jardim de Camaleões — A Poesia Neobarroca na América Latina

Caligrafias, de Adriana Lisboa

Lorde, de João Gilberto Noll

O Silêncio do Delator, de José Nêumanne

Encarniçado, de João Filho

Trinca dos Traídos, de Iacyr Anderson Freitas

Dicionário Mínimo, de Fernando Fiorese

A Chuva Nos Ruídos, de Vera Lúcia de Oliveira

O Homem que Amava Rapazes e Outros Ensaios, de Denilson Lopes

Primeiro de Abril, de André Luiz Pinto

Amar-te a ti nem sei se com carícias, de Wilson Bueno

Novo CD de Affonso Romano de Sant'Anna

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em são paulo

fundo do poço,

de thiago barbalho

 

 

 

 

 

 

 

no rio de janeiro

a eternidade dos dias,

de luiz otávio oliani

 

 

 

 

 

 

 

em belo horizonte

arquivo impresso,

de paulo bruscky

 

 

 

 

 

 

 

batalha dos anjos,

de gilson pinheiro

 

 



 [Escrito por Silvana às 10h48 ] [envie este texto]

 




 

no rio de janeiro

manoamano,

com mano melo & cristina bethencourt

 

 

 

 

 

 

 

pesquisa e arquivo, poesia e periódicos

maria lucia de barros camargo

 

 

 

 

 

 

 

em recife

palestras de

antônio campos

 

 

 



 [Escrito por Silvana às 07h13 ] [envie este texto]

 




 

em belo horizonte

serra do curral,

de luís giffoni

 

 

 

 

 

 

 

no rio de janeiro

estação das letras: páginas da vida real

ana letícia leal & márcia cristina silva

 

 

www.estacaodasletras.com.br

 

 

 

 

 

em são paulo

mesmo nos momentos mais silenciosos

gabriel felsberg | fotografias

 

 



 [Escrito por Silvana às 08h42 ] [envie este texto]

 




em belo horizonte

terças poéticas

frederico spada silva

[homenagem às poéticas de juiz de fora]

 

 

 

 

 

 

 

em curitiba

o alvoroço das bestas dos pinheirais,

com luiz felipe leprevost

 

 

 

 

 

 

 

em salvador

don solidon,

de hélio pólvora

 

 

 

 

 

 

 

em londrina

hit the road jack,

de felipe pauluk

 

 




 [Escrito por Silvana às 11h50 ] [envie este texto]

 




em diamantina

grande sertão veredas: joão guimarães rosa

apresentação roberto amaral

 

 

 

 

 

 

 

no rio de janeiro

a construção da paisagem,

de christiane angelotti & rodrigo

novaes de almeida

 

 

 

 

 

 


 

 

em são paulo

a voz do ventríloquo,

de ademir assunção

 

 

 

 

 

 

 

em recife

a sociologia reconstruída, de abdias

moura & é lenta a palavra tempo,

de walter cabral de moura

 

 


 

 

 

 

 

em belo horizonte

poesia scrap: exposição,

de antônio carlos dayrell

 

 

 

 

 

 

 

em curitiba

o apartamento

um filme de elisandro dalcin

 

 



 [Escrito por Silvana às 10h31 ] [envie este texto]

 




em porto alegre

retrato de um tempo à meia luz,

de jaime medeiros júnior

 

 

http://simpleshermenautica.com/retrato-de-um-tempo-a-meia-luz-2 

www.modelodenuvem.com.br

 

 

 

 

 

em são paulo

o diabo era mais embaixo,

de manu maltez

 

 

 

 

 

 

 

o mistério do rio das rosas brancas,

de kizzy ysatis

 

 



 [Escrito por Silvana às 19h45 ] [envie este texto]

 




no rio de janeiro

estação das letras:

sábado da criança

 

 

cesar cardoso | divulgação

 

O primeiro sábado do mês foi escolhido como o Sábado da Criança na Estação das Letras. Com entrada gratuita, muita pipoca e brincadeiras, o público infantil vai participar de encontros com autores, sorteio de livros, contação de histórias, oficinas de arte e, claro, troca de livros, prática cultivada pela Estação há mais de uma década com o seu já famoso Livros na Mesa.

 

Para abrir os trabalhos, às 15 h, o poeta, fotógrafo e escritor Cesar Cardoso lança seu livro infantil O que é que não é?, já selecionado para o Programa Nacional de Biblioteca e que chegará em breve às bibliotecas públicas do país.

 

A Estação fica na Marquês de Abrantes, 177, no Flamengo.

 

 

 

 

 

cursos de maio

estação das letras

 

 

 

Maio está chegando e a Estação das Letras abre sua programação do mês logo na segunda-feira, dia 7. Nomes muito queridos, como o de João Cézar de Castro Rocha, Ramon Mello e José Murilo de Carvalho, fazem parte dos cursos e das oficinas que vão da leitura escritor; formas narrativas, passando por oficina de memórias; texto jornalístico; oficinas de revisão; literatura infantil, conto; e história e literatrura. As aulas acontecem em horários variados, na sede da Estação (Rua Marquês de Abrantes, 177, no Flamengo). Clique aqui e veja a programação completa.



 [Escrito por Silvana às 08h05 ] [envie este texto]

 




 

em são paulo

desaforismos,

de flávio viegas amoreira

 

 

 

Com lançamento na Pinacoteca Benedito Calixto, em 05 de maio, de 17 às 20 h, pela Edições Caiçaras, Flávio Viegas Amoreira mostra sua face oscarwildeana e nos brinda com seus "desaforismos".

 

Pescados no mar bravio do facebook, seus aforismos nos levam à boa companhia das mentes ágeis e irrequietas que fazem da literatura uma ponte entre o desencanto e a salvação para quem sabe e sente em demasia, ou como diria Flávio: "Amo demais, percebo demais o mundo e as pessoas, sinto uma melancolia que adoço com vinho de sempre..."

 

Tamanho lirismo, contundência e profundidade carregam seus "desaforismos" que nos sementeiam em cheio a razão oceânica através de um olhar que devassa a condição humana. Capaz de levar-nos do riso à perplexidade, Flávio Viegas Amoreira nos surpreende com seus comentários refinados, sua erudição verborrágica e seu coração atlântico.

 

Nesse livro, vemos o humano, o demasiado humano e o além do homem se transbordando em vastos pensamentos através da arte que o personifica tão bem — a literatura muitas vezes fragmentada, reinventada, deglutida, gritada e sussurrada pelos corredores da criação: "Criar é resistir".

 

Dono de uma personalidade amada por uns e odiada por outros, consequência natural de uma obra repleta de peculiaridades, Flávio é capaz de nos enternecer, fazer pensar, sorrir e principalmente, questionar o stato quo vigente: "Somos mentiras sordidamente urdidas com esmero de artesão, nunca saímos de nada pensando transitar no que chamamos vida". Por outro lado, é capaz de aceitar e entender como ninguém a profundidade abissal do sentimento: "Perder um amor não é nada perto de perder a vontade de sonhar novos amores..."

 

Assim, pouco a pouco, vamos conhecendo Flávio Viegas Amoreira, suas nuances, opiniões sobre a vida, a arte, o cinema, os grandes pensadores, sua referências artísticas, sonhos, uma verdadeira máquina de emoções disparando ao gosto da vida. O livrro acompanha, à guisa de pequenos prefácios, declarações de diversos artistas sobre Amoreira, tais como Gilberto Mendes, Edson Amancio, Marcelo Ariel, Wagner Parra, Guhga Benício, Madô Martins, Regis Bonvicino, Alessandro Atanes, Leopoldo Pachco, Euler Santi, Marcos Piffer, Domingos Meira, Talles Machado Horta, Luiz Afonso Costa de Medeiros, Fabricio Lopez e Cláudio Nigro.

 

Uma obra que certamente marcará a memória do leitor: "Procuro salvar minha solidão na companhia daqueles que a enriqueçam, do fato de ser sozinho de modo mais consciente que os demais que pensam-se acompanhados."

 

"Vida é fazer ponte... Lançar pontes a outras almas..."

 

Sobre Flávio Viegas Amoreira

Escritor, crítico literário e jornalista; já lançou dez livros entre poesia, contos e romance; colabora com diversos jornais, revistas literárias e sites especializados em Arte. Faz parte da denominada "Geração Zero Zero", autores de vanguarda surgidos no começo do século. Foi traduzido e adotado por universidades européias e norte-americanas. Fundador com Gilberto Mendes do "Fórum Santos Cultural", de resgate das tradições de vanguarda e cultura do Litoral Paulista e do "sentimento atlântico do mundo".

 

Sobre a Edições Caiçaras

A Edições Caiçaras é uma pequena editora independente artesanal inspirada nas cartoneras da América Latina, principalmente na Sereia Cantadora de Santos e na Dulcinéia Catadora de São Paulo. Nasceu da dificuldade homérica e labiríntica em publicar em uma editora convencional. É uma forma de reavivar o ideal punk do "faça você mesmo", incentivando a autogestão e o uso da habilidade manual, algo que está se perdendo em nossa sociedade tecnocrata. Para a filosofia da Edições Caiçaras, mais do que um caráter social, interessa ousar na forma e no conteúdo. Na forma é um aprimoramento das técnicas das cartoneras — os livros são feitos com capa dura, costurados com sisal e presos com detalhes em bambu, e no conteúdo, priorizamos um diálogo profundo com a Internet e com as literaturas locais do Brasil.

 

 

 

 

 

desconcertos de poesia na galeria

org. claudinei vieira

 

 

 

 

 

 

 

poemas à flor da pele

 

 

 

 

 

 

 

 

yoga:

bombay yoga club

 

 

 



 [Escrito por Silvana às 08h00 ] [envie este texto]

 




no rio de janeiro

livros na mesa

estação das letras

 

 

 

 

 

 

 

em são paulo

no parque

 

 

 

 

 

 

 

de bom jesus a milagres

o sertão da bahia e a realidade inventada,

de claudio edinger

 

 




 [Escrito por Silvana às 09h57 ] [envie este texto]

 




alberto da cunha melo

[ 08/04/1942 - 13/10/2007 ]:

7 0   a n o s !

 

 

 

[em imagem original de urbanartcore.eu]

 

AS SAIAS DA VIDA

 

Adiar a morte, adiá-la

até que realmente se torne

a solução do último soro,

o último parente a chegar.

 

Refugiar-se nos balões

de oxigênio, e utilizar-se

dos ventos antes odiados,

da vida em válvulas refeita.

 

Neste lugar tão afastado,

o silêncio foi dividido

em metros cúbicos de sono,

em centenas de salas mortas.

 

O desencanto de fazer

certas coisas diante das moças,

que assumiram todo o governo

de seu corpo, enquanto dormia.

 

Diz velho poema: "Amanhã

tudo mudará". Mudarás

até de deus se for preciso,

para só morrer amanhã.



 [Escrito por Silvana às 00h00 ] [envie este texto]

 




CARTAZ DE PUBLICIDADE

 

Tudo nos olhos: o que o mundo

sabe de mim e o que sei dele.

Em público, fechar os olhos,

para ser julgado no escuro.

 

As guitarras substituem

os tambores de execução.

Tocam tão alto: a consciência

já não pode ser escutada.

 

Um pequeno rosto não cobre

a paisagem enorme existente

atrás de cada condenado,

mas quem o olhará na paisagem?

 

O rosto encheu a sala inteira,

encheu a cidade, cobriu

os edifícios, e no chão

é mijado pelas crianças.

 

Muitos o viram lá nas cestas

dos sanitários coletivos,

nos longos muros dos presídios,

e passou boiando no rio.

 

 

 

INFLUÊNCIA DAS VOZES

 

Nunca fiz um poema limpo

como o avental de minha mãe:

sempre os outros e o pó dos Outros

puseram em mim sua presença.

 

Como na infância, há sempre um vulto

emergido de algum silêncio.

Para ajudar-me a escrever,

vem segurar na minha mão.

 

Mas rasgo tudo, rasgo o que amo

e vejo tudo realizado

nas outras mãos, enquanto fico

desconfiado de minha força.

 

Às vezes mostro a meus amigos

estas flores, peço-lhes água.

eles sorriem, são meus amigos,

mas também estão no deserto.

 

Já não preciso ser autêntico:

sobre uma só realidade

eis-me na terra como os outros,

sou os outros, e morro só.

 

[De Poemas Anteriores. Recife: Bagaço, 1989]

 

 

Em Alberto da Cunha Melo há uma dor no poema, há uma carta, uma comunicação para os outros, quaisquer outros; nele a poesia existe como "um para sempre". Joaquim Cardozo, in Agenda Poética do Recife, organizada por Cyl Gallindo, 1968, p.14.

 

 

[em imagem original de lhl]

 

 

http://www.albertocmelo.com 

alberto da cunha melo poesia para sempre

[com o afeto, a admiração e a saudade de mariza lourenço e silvana guimarães, editoras]



 [Escrito por Silvana às 00h00 ] [envie este texto]