O Mamaluco Voador, do escritor, poeta e tradutor paulistano Luiz Roberto Guedes, será lançado no próximo dia 13 de agosto, às 19h, em Belo Horizonte. O local escolhido para o lançamento é o Espaço Cultural Letras e Ponto.
Narrada pelo jesuíta Manuel da Nóbrega (1517-1570) em 'portoguês'quinhentista, O Mamaluco Voador é um mix de novela histórica e crônica irônica dos primórdios da colonização do Brasil. Esta novela epistolar resgata a lenda perdida do primeiro padre voador da 'Terra Brasilis': o noviço mameluco Anrrique Braz, filho de um ex-frade franciscano e de uma índia cristianizada.
Lançamento: 18 de agosto de 2008 | a partir de 18h30m | Bar Restaurante e Pizzaria Cozinha de Minas |
Rua Gonçalves Dias, 45 - Bairro Funcionários
em curitiba
Lançamento: leitura de poemas e fragmentos do livro, com a autora, a atriz Geisa Muller e as poetas Gabriela Caramuru e Luciana Cañete, em 08 de agosto de 2008, às 20h, no Coreto do Teatro da Uninter, Rua do Rosario, 147 - Centro. Tel.: (41) 2102-3442
em porto alegre
Lançamento: 07 de agosto | 19 horas | Livraria Saraiva Megastore do
Contos de Machado na Germina, quinzenalmente: clique aqui.
Seleção, organização e comentários de Mauro Rosso
Contos de Machado de Assis: relicários e raisonnés
A editora PUC-Rio e Edições Loyola têm no prelo, sob a organização autoral de Mauro Rosso,a obra Contos de Machado de Assis: relicários e raisonnés — uma edição que se pretende histórica, pois crivada de elementos inéditos, presentes nos dois blocos que a compõem. O primeiro traz — verdadeiro relicário machadiano — o absolutamente inédito conto "Um para o outro", até então desconhecido, somente publicado em 1879 e dado como perdido, um texto cheio de nuances temáticas e tramáticas, importantíssimo para o estudo de uma, digamos, "ideologia" machadiana; o conto "Uma partida", de 1892, nunca publicado na íntegra, até então conhecido apenas em parte,com a peculiaridade de se narrar qual um "estudo balzaqueano" dos sentimentos humanos, compondo — com aquele inédito — uma espécie de "crônica dos amores contrariados", ambos sob a tese machadiana do conformismo dos afetos não-realizados; o conto "Três tesouros perdidos", quea par de suas particularidades intrínsecas, possui a condição historiográfica de ser a primeira narrativa curta escrita por Machado, há exatos 150 anos; emais oconto "Bagatela", também de publicação restrita, sobre o qual ainda persiste a dúvida, propícia a exercícios de reflexão e especulação bibliográficas, quanto atratar-se de uma tradução ou criação original — em ambas as hipóteses, abrigando elementos importantes para o estudo da evolução ficcional de Machado de Assis. O segundo bloco oferece o histórico bibliográfico-editorial completo de toda a produção contística machadiana (passível de vir a moldar, de resto, um modelo genérico de historiografia bibliográfico-literária), desenhado em matrizes especialmente — e nunca antes — construídas, qual verdadeiros raisonnés, organizadas sob distintos vieses, que se cruzam e se reportam umas às outras, remissivas entre si,aretratarem, para cada um dos contos,suas respectivas seqüências de publicação e, concomitantemente, aspectos problemáticos inerentes a edições levadas a efeito, ou não realizadas como o deveriam ser. Acresce-se aos conjuntos matriciais um também inédito raisonné completo — porquanto até então não objeto de levantamento e catalogação integral, como feito para esta edição — dos pseudônimos, anônimos e criptônimos fartamente utilizados porMachado de Assis. Dois blocos que, interligados e intertextualizados, têm oobjetivo maior de expor elementos para novos e profícuos estudos sobre a evolução literária machadiana e seu desenvolvimento como criador de narrativas curtas ao longo de quase cinco décadas, e ao mesmo tempo mostrar o quanto textos importantes de sua safracontística — o mesmo se aplicando às crônicas — não são suficientemente revelados, conhecidos e estudados e realçar o muitoainda a se realizar.
Professor e pesquisador de literatura brasileira, ensaísta, escritor, idealizador e organizador de coleções bibliográficas de literatura brasileira, autor de Uma proposta para a prática pedagógica (2002); São Paulo, a cidade literária (2004); Cinco minutos e A Viuvinha, de José de Alencar: edição comentada (2005), Mauro Rosso, com todas as probabilidades, é um dosautores mais profícuos, individualmente, de produção textual referente a Machado de Assis: conclui a preparação, para o Senado Federal (Conselho Editorial da Casa), da antologiaMachado de Assis e a política: crônicas, com 381 textos machadianos, e da coletânea A ficção política de Machado de Assis, com 26 contos, 8 poemas e 3 peças teatrais, ambas as obras a desmistificarem a equivocadissima pecha de "alheio a questões de seu tempo" atribuída a Machado, que escreveu muito sobre a política da época, inclusive, com comentários e ilações absolutamente atuais, ou aplicáveis à atualidade brasileira — o mesmo se dando na seara da economia, em que Machado também "transitou", cujas crônicas foram levantadas e recolhidasem extensa pesquisae organizadas, juntamente com Gustavo Franco, na edição, lançada em dezembro 2007, de Machado de Assis e a economia: o olhar oblíquo do acionista. Prepara a edição especial de Gazeta de Holanda: os "versiprosa" de Machado deAssis (48 crônicas em forma de verso, nunca editadas em volume isolado, e emblemáticas da fase menipéica-lucânica de Machado, característica de seu processo de evolução e inflexão consubstanciado na década de 1880). Tem pronta a edição de Queda que as mulheres têm para os tolos: Machado de Assis, o subterfúgio, o feminino, a transcendência literária (o primeiro livro de Machado, publicado em 1861, pleno de elementos significativos e anunciadores, prenunciadores e antecipadores do ficcionista que viria depois). Além disso, Rosso é — desde 2007 e neste 2008 — palestrante "intensivo" sobre Machado de Assis, abordando temas como "Machado de Assis, o subterfúgio, o feminino, a transcendência literária", "O conto machadiano"; "Machado de Assis cronista, o grande relator da vida brasileira"; "Interseções da ficção e da não-ficção em Machado de Assis", "A evolução literária machadiana e o processo de inflexão", "Narradores e narratários machadianos e os novos leitor-modelo e leitor-empírico criados"; "Machado de Assis cronista, o grande relator da vida brasileira";"Machado de Assis e seu tempo: a História, a política, a economia, as questões sociais", "A atualidade de Machado de Assis", "Machado de Assis em chaves temáticas". É colaborador de revistas acadêmicas e sites de literatura, com ensaios, artigos e textos como "Apontamentos para um estudo de Casa velha", "Em tempo de eleições, é bom ler Machado", "Quem tem medo do 'feminismo' de Machado de Assis?", "Machado, eterno enigma", "As mulheres preferem os tolos?", "Machado de Assis cronista: o grande relator da vida brasileira", "Machado de Assis e a política: nada oblíquo, nada dissimulado", "Os narradores, os narratórios e os novos leitores criados por Machado", "O conto em Machado de Assis".
Antes do tempo estou lá, à espera. À espreita de uma realidade hipotética. Os dados jogados no tabuleiro. Previsibilidade dentro do imprevisível. E o que pode acontecer é... >>> Leia mais
Já se encontram abertas as inscrições para a Terceira Recitata – Concurso de Recital Poético do Festival de Literatura do Recife. A inscrição é gratuita e os candidatos podem fazê-la até o dia 10 de agosto. Neste ano existem várias modificações no edital, dentre elas a participação de dois júris: um Popular e um Especializado. São R$ 6.000,00 (seis mil reais) em prêmios. Clique aqui, confira o edital e se inscreva.
OFICINA O CONTO E SUAS CHAVES PELA INTERNET POR LEONARDO VIEIRA DE ALMEIDA
A oficina O conto e suas chaves tem como proposta a leitura e o estudo sistemático de diversos contistas de distintas épocas, juntamente com o exame de importantes teóricos da literatura que trataram deste gênero literário de difícil delimitação. Como exemplo de alguns contistas a serem focados: Stephen Crane, Luigi Pirandello, Ada Negri, Alberto Mesquita, Monteiro Lobato, Flannery O'Connor, Jean Paul Sartre, Maura Lopes Cançado, Dino Buzzati, Edith Wharton, H. P. Lovecraft, Machado de Assis, etc. Por meio dessas leituras e análises, os alunos irão adquirir uma gama de conhecimentos fundamentais para a execução das tarefas práticas. Os temas dos contos serão livres, executados em cada mês, e discutidos na Internet.
O professor, LEONARDO VIEIRA DE ALMEIDA, é Mestre em Literatura Brasileira (UERJ) e Doutorando em Estudos de Literatura Brasileira (PUC-RIO). Autor do livro de contos Os que estão aí (Ibis Libris, 2002), e de contos publicados no suplemento literário Rascunho, do Jornal do Estado do Paraná, nos jornais Panorama e Terceiro Milênio, e nos sites literários Paralelos, Bestiário, Cronópios, Germina, Confraria do Vento e pequena morte. Co-autor do livro À roda de Machado de Assis: ficção, crônica e crítica (Editora Argos, 2006). Edita o blogue Contando Contos. Mais: clique aqui.
Há cerca de três anos vem ministrando oficinas de criação do conto, tanto em salas de aula quanto pela Internet. Ainda este ano, sairá a primeira antologia de contistas, O outro lado do sol, no prelo, pela Editora Ibis Libris, fruto desse período de trabalho. O objetivo é buscar e desenvolver o talento de novos artistas, em razão da extrema dificuldade por que passa a cultura em nosso país.
Os encontros via internet serão sempre às segundas-feiras. Duração: 04 de agosto a 15 de dezembro de 2008 Maiores informações pelo telefone (21) 8257-5443 Mensalidade: R$ 120,00 (a apostila, R$ 60,00, será cobrada à parte e enviada por SEDEX).
Programação da Oficina
O conto e suas chaves Módulo Teórico
Mês 1: Contos do hinterland 1ª semana – "Urupês", "Cidades mortas", "Negrinha", Monteiro Lobato. 2ª semana – "Uma árvore. Um rochedo. Uma nuvem", Carson McCullers. 3ª semana – "Posfácio aos Contos completos de Flannery O'Connor", Cristóvão Tezza. 4ª semana – "Um homem bom é difícil de encontrar", Flannery O'Connor.
Mês 2: Do horror e do sobrenatural 5ª semana – "La tradición preternatural en América", H. P. Lovecraft. 6ª semana – "Mais tarde", Edith Wharton. 7a. semana – "A mão do macaco", William Wymark Jacobs. 8ª semana – "A borboleta negra", Alfredo Mesquita.
Mês 3: Uma contística da loucura 9ª semana – "O quarto", Jean Paul Sartre. 10ª semana – "O sofredor do ver", Maura Lopes Cançado. 11ª semana – "A idéia do Ezequiel Maia", Machado de Assis. 12ª semana – "Neve", Ted Hughes.
Mês 4: O conto italiano 13ª semana – "Origem e evolução do conto italiano", Jacob Penteado; "Romeu e Julieta", Matteo Bandello. 14ª semana – "Colóquio com os personagens: I e II", Luigi Pirandello. 15ª semana – "O seu direito", Ada Negri. 16ª semana – "As montanhas são proibidas", Dino Buzzati.
Mês 5: Contistas norte-americanos 17ª semana – "O hotel azul", Stephen Crane. 18ª semana – "Fazer uma fogueira", Jack London. 19ª semana – "Maria Concepción", Katherine Anne Porter. 20ª semana – Encerramento.